Com a palavra, a “Teologia”

Osvaldo Luiz Ribeiro

(15/11/2006)

 

Defino-me, hoje, como um exegeta. Meu campo de trabalho é, especificamente, o Antigo Testamento. Quando vou ao Novo, vou como um curioso. Mais cedo ou mais tarde, contudo, não escaparei de enfrentar seu chamado. No que diz respeito ao Antigo Testamento, o Novo Testamento é, em termos metodológicos, perfeitamente dispensável. O contrário, contudo, não. Sem falar dos deuterocanônicos e dos apócrifos, o Novo é ininteligível também sem o Antigo – ainda que seja uma belíssima alegoria dele. Quando tiver terminado minha tarefa fundamental com a Bíblia Hebraica – uma Introdução, uma História da Religião e uma História de Israel, então poderei me dedicar à ler metodologicamente o Novo Testamento. Afinal, será uma boa maneira de aproveitar o estofo adquirido.

 

É curioso que entrei na exegese por conta de uma frase em hebraico que li no quadro de uma sala na Primeira Igreja Batista de Mesquita. Lá, à época – era 85 ou 86, funcionava um campus avançado do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Certamente, aquela frase era um vestígio de uma aula de Hebraico. Um pouco de investigação, e acabei descobrindo que aquilo era uma parte de um versículo da Bíblia Hebraica. Descobri ali que a Bíblia – o Antigo Testamento, fora escrito em Hebraico. Era aquilo que eu queria aprender. Amor à primeira vista.

 

Mas a porta de entrada era – e é, a “Teologia”. Ingressei no Curso de Graduação em Teologia, livre, naquele campus – que, então, passou a funcionar na Primeira Igreja Batista de Nova Iguaçu. Para estudar a Bíblia, em Hebraico, tinha de pressupor-me “vocacionado” ao ministério pastoral. É provável que, à época, eu seria capaz de ir para a África. Não menti. E lá fui eu para o melhor de todos os meus períodos no Cristianismo.

 

Uma vez que lamentarei pela “Teologia”, devo, antes de o fazer, registrar que ali vivi meus melhores dias na “Igreja”. Para mim, a “Igreja” devia ser como aquele lugar – um lugar onde é permitido ao educando parir-se a si mesmo, depois de ter sido parido pela mãe, pela escola, pela cultura, pelo Estado, pela religião. Pari-me ali. Um processo longo, crítico. Se me perguntassem o que eu não trocaria de todo o meu período de cristão, desde 1984 até hoje, diria: primeiro, ter encontrado a Bel, na PIB de Mesquita. Segundo, ter ingressado no Seminário. O restante, tudo, poderia ter sido diferente. Esses dois acontecimentos, não. É formidável pensar que Bel e eu fomos para a Primeira só para nos encontrarmos, ao mesmo tempo em que aquela frase era escrita naquele quadro-verde. Se Deus joga dados, esse foi um duplo seis.

 

Lá se vão quase vinte anos. A “Teologia” recebeu-me. Estudei. Li. Refleti. Tornei-me um exegeta – muito provavelmente mais pelo encontro com Haroldo Reimer, mais tarde. Seja como for – sou um exegeta. Não sou mais um “teólogo”. Quero dizer – se a Teologia é o que eu aprendi que é, não sou mais, nem quero ser, “teólogo”. Exegeta, sim. “Teólogo”, não. Não são desnecessárias as aspas.

 

Aprofundo minha auto-definição. Sou um exegeta histórico-crítico. Acadêmico. Rigoroso, epistemologicamente. Criterioso, metodologicamente. Chato mesmo. Não negocio. Desde que o Morente ensinou-me que um filósofo, se o é, constitui-se sobre duas atitudes fundamentais – admiração, infantilizar-se, e rigor, sem tergiversações, que abracei esse princípio fundamentalmente “romântico”. Assim, quando abro a Bíblia, a abro por questões que estão para além das Ciências Humanas – Tradição, Religião, Devoção, coisas que tais. Mas, depois que a abro, comporto-me como que na academia. Metodologicamente concentrado. Teoricamente orientado. Cioso da tarefa. Do perigo. Só leio a Bíblia venatoriamente, agora. Não é que maldiga a leitura devocional – essa é a minha devoção. Não preciso ler misticamente, tradicionalmente, alegoricamente, “espiritualmente”. Leio. Academicamente. Criticamente. Rigorosamente. Metodologicamente. Sempre com uma devota suspeita. Com crítica. Essa é minha devoção. É assim que meu “espírito” respeita.

 

Tudo, absolutamente tudo, nessa exegese, gravita em torno de contextos humanos. Nada, absolutamente nada, nela, pressupõe jeitinhos metafísicos, arranjos ontológicos condescendentes. Não que ela se coloque contra toda e qualquer metafísica – ela não se interessa. Nem pode. O chão que minha exegese pisa é o da Fenomenologia da Religião, ainda mais rigorosa, sem nenhuma negociação – de qualquer tipo.

 

Quando faço exegese, entro numa sala hermeticamente fechada, toda de vidro. Posso ver tudo lá fora. Todos podem me ver. Não há nada escondido, nada escamoteado. Não há gavetas nem fundos falsos de gaveta. Não há cofres. Não há armários. Somente as paredes de vidro – vejo tudo lá fora, tudo lá fora me vê. As paredes de vidro, o tampo da mesa, de vidro, a Bíblia e eu. Quando fecho os olhos, gosto de pressupor, gosto de “ver”, gosto de intuir, gosto de “sentir” uma presença ali. O Nome dEla é Silêncio. Exegese, contudo, faz-se de, e só, de olhos abertos. Sou obrigado a abrir os olhos. E abro. Não reclamo. Não fico com raiva. Abro. E, quando abro os olhos, a Presença não está mais. Abertos os olhos, o Silêncio se foi. Os ouvidos, a Presença emudece.

 

Exegese eu faço de olhos abertos.

 

É a solidão da exegese.

 

E, então, vem ao caso minha frustração com a “Teologia”. Eu acho que a “Teologia” quer fazer-se de olhos fechados, ou não quer pensar-se, e definir-se, descobrir quem é, o que quer ser, o que será, ou não pode. Nos dois casos, tragédia. E eu que a amava tanto, que a amei tanto.

 

Eu não acredito, absolutamente, que a “Teologia” tenha a alma de Anselmo, e que “teólogo” é todo aquele que, dado um axioma irrefutável x, deva ser criativamente apologético-proselitista. Uma certa “teologia”, sim, aceito, é realmente a encarnação do postulado teórico-metodológico de que primeiro se deve crer, isto é, aceitar uma proposição, uma doutrina, uma proposta, uma idéia, um dogma, uma verdade, e, então, depois, e só depois, refletir uterina ou prostaticamente sobre ela, profundamente, entre as tripas e o diafragma, sem jamais tirar o pé de sobre aquele x – que é tanto a quanto z, é tanto ponto de partida, quanto de chegada. Essa é a “teologia” que Karl Barth ajudou a manter viva, ainda que, a meu ver, olhando daqui de onde eu estou, não sem o recurso aos tubos e à respiração artificial.

 

Essa “Teologia” doutrinária, dogmática, proposicional, apologética, proselitista, racionalizadora, tem voz e vez. É legítima. É do direito de Barth e de todos os barthianos – e todos os “teólogos” o são, claro, cada um a seu modo, abraçá-la. Eu não posso mais. Já a abracei. Nunca foi gostoso. Sempre desceu arranhando. Mas a abraçava, ossos do ofício. E esse desconforto do abraço meio forçado, constrangido, penso que devo a ele o ter aberto a porta e deixado o ar entrar. Quando abri a porta, quando o ar entrou, aquela “Teologia” dissipou-se para mim. Não sei se para sempre. Mas me sentiria feliz, se sim.

 

Meu problema com essa “Teologia” não é que ela pretenda pensar sobre o “outro lado”. Quem me conhece, de perto, não necessariamente de dormir comigo, como a Bel, mas, pelo menos, de conviver com meus discursos “teológicos”, sabe que a Presença é um pressuposto pragmático na minha existência. Exatamente como o pressupõem Freud, Feuerbach, Nietzsche, Marx e todos os meus “anjos diabólicos” – mensageiros da dialética, num outro recorte, a Presença me assombra. É um fantasma, para o qual dou nome e sobrenome. Com o cérebro, olho para ele. E, já que é o cérebro, não é mais ele. Foi-se. E, indo, apenas meu coração, de olhos baixos, sorri, tranqüilo. É que, para além do que me disseram, e com razão, os Quatro Cavaleiros do Apocalipse, o Inefável continua, para mim, na minha experiência, exatamente isso – Inefável.

 

Logo, imprestável para a “Teologia”.

 

Mas a “Teologia” quer exatamente isso: falar dele. Como? Barth sabia que não podia, e deu seu velho-novo jeito, retraduzindo a velha-nova ortodoxia. É um argumento muito viciado, porque só sobrevive à custa da identificação da doutrina com a revelação. Só Anselmo pode ser barthiano – ou só Barth pode ser ansélmico. Porque os dois brincam com fogo, ou incendeiam a brincadeira humana, e contornam nossa condição, minha condição, existencial, física, biológica, sociológica, noológica, para fazer da doutrina uma Verdade. A Verdade. Deus. A que preço?

 

A “Teologia” que pretende falar de Deus só tem dois caminhos: o óbvio, já dado, que todos os fenomenólogos da religião reconhecem como “representação”, mas que os “teólogos”, não, porque tomam suas representações como “revelações”. As filigranas técnico-operacionais e proposicionais-terminológicas dos manuais não têm qualquer efeito prático – a doutrina é a verdade, a revelação, a Verdade, a Revelação. Não se cresse nisso, acabariam as missões. E não acabaram. A alma “teológica” é uma boca enorme, a comer o mundo, uma alma enorme, e dar vida ao mundo – à sua semelhança, à sua semelhança. Esse caminho não posso trilhar mais. Se voltar a trilhá-lo algum dia, terei perdido o respeito próprio, ou, talvez, necessitado de dar pão à minha família, traia minha consciência – o medo que tem Quintana, aquela traição do instinto...

 

Nunca mais pensar que Deus está na minha boca, no meu coração, nos meus olhos, nas minhas mãos, nos meus escritos, na minha vida. E, no entanto, viver como se fosse possível que ele estivesse, e querer que ele esteja. E, no entanto, duvidar que seja possível, e que esteja. E, no entanto, querer que esteja. E, no entanto, jamais dizer que está. Que se quer, vá lá. Que está – maldito seja!

 

Não posso me trair. É representação – Schopenhauer, pelo menos, e Durkheim já o disseram. Feuerbach pagou o preço que eu adoraria pagar – a coragem de dizer, a coragem, meu Deus, de olhar nos olhos de Deus e dizer que Deus é projeção, de chegar aos ouvidos Dele e dizê-lo: tu és meu espectro. Feuerbach já o disse, e nada mais há para ser dito. Somente, compreender, para dentro de nós, e para fora de nós, o significado disso, as conseqüências disso.

 

Mas a “Teologia” não quer ouvir Feuerbach. Não essa, a que acredita que “Deus” seja “Deus”. Você pode fazer o que quiser, que o “teólogo” não vai levar a sério Feuerbach. Anselmo é uma vacina.

 

Lutaria, lutei e lutarei pelo direito de uma “Teologia” assim ter direito de existência, expressão. O meu livro preferido de “Teologia”, que, no entanto, não representa minha utopia, além de que teve sua tese recentemente tergiversada pelo próprio autor, Teologia a Caminho, diz que a única “Teologia” que merece estar na Universidade é a teologia histórico-crítica. Eu concordo com ele, mas acho que a Universidade pode permitir que a “Teologia-Racionalização” ocupe salas de aula, e faça discípulos. São os alunos que devem ouvir, e pôr Anselmo contra a parede. Que não o façam amiúde, pelo contrário, não deve causar escândalo – é o termômetro da História. Que o mercúrio suba, se o corpo tem febre.

 

A outra “Teologia” deveria tentar seu procedimento de acesso ao “outro lado”, passando pelas Ciências Humanas. Não se trata de sentar à mesa, como uma igual. Não se trata disso. Se trata de aceitar que, na academia, não há a menor possibilidade de apresentação de “conteúdos” a priori. Logo, deve converter-se à Antropologia, à Sociologia, à História, à Psicologia, à Física, à Fenomenologia da Religião, às Ciências da Religião, à Filosofia, às Lingüísticas, às Etnologias. A “Teologia” deveria admitir para si mesma, quero dizer, essa “Teologia” que não tratasse já, desde sempre, ab ovo, seu “objeto” como sendo o que ela pensa de seu “objeto”, ou, dizendo o mesmo, mas de outro modo, tendo por objeto um pressuposto que, pressuposto, é o ovo de Parmênides, que não pode absolutamente inventar a certeza de uma idéia, e tornar essa idéia da certeza da Idéia uma idéia mestra, irrevogável, irretocável, irretorquível. A outra “Teologia” que se enamore de seu sonho, amaldiçoando Freud e todos os demônios. Mas não essa.

 

Essa “Teologia” deveria comportar-se de tal forma que anteciparia sua aposta, seu objeto, mas apenas em tese. A porta para o outro lado, seriam as outras disciplinas que abririam – se puderem. Se a Antropologia não pode abrir a porta, a “Teologia” não deveria abrir. Se a Psicologia não se levanta, vai lá, e tenta rodar a maçaneta – que, sabemos, não aceitará a provocação, a “Teologia” não poderia abrir a porta. Essa “Teologia” terá de satisfazer-se com as representações de “Deus”, e, aí, deverá tornar-se parceira inseparável da Fenomenologia da Religião.

 

Mas ela quer? Não, não quer. Não se quer abandonar o núcleo doutrinário, porque se teme que não sobre doutrina alguma. De minha parte, larguei-o faz tempo. Mantenho-me de olhar fixo nas Escrituras – as ditas cristãs, mas que, na sua parte veterotestamentária, quando abertas, mostram outro mundo, meu Deus, absolutamente irreconciliável com nossa própria “compreensão” delas. Suspeito que até a sua parte mais nova. Meus olhos fixos, ali, estão fixos no que elas têm de palpável – a sua emergência da condição de fala histórico-social até a condição de mortalha semiótica. Não quero sequer o caleidoscópio das narrativas – quero a univocidade da fala que foi. E mais – quero essa fala enquanto ela era fala, porque ela só vale para lá e então. Voltar pra cá, depois, é outra história. Aqui é outra fala.

 

A “Teologia” não quer. Duvido que vá, um dia, abrir mão de sua proposição doutrinária. Tomara morda a língua. Mas não creio. Talvez quando abandonar, se o fizer, o projeto político-ideológico em que nasceu, do qual se nutre – a legitimação de sistemas institucionais e de comunidades pragmáticas. Os cristianismos caíram na arapuca de ter que manter pela força o que pela força conquistaram. Se os cristianismos pararem de fazer força, as águas tornarão a recobrir tudo o que um dia não fora “Teologia”, Cristianismo. No Crescente Fértil, criação era isso – empurrar as águas para o lado, segurar elas lá, a qualquer custo, e fazer a terra emergir daqui, onde, até agora há pouco, as águas estavam. Força para empurrar as águas, e a terra emerge. Mas é frágil a sua situação. Tem que manter a força sobre e contra as águas, se não elas voltam, e a terra afunda, submerge, acaba. À criação corresponde, sempre, o medo da descriação. A “Teologia” tem medo da descriação. De que as águas voltem.

 

A “Teologia” não faz pesquisa. Ela estuda Hidráulica. Por isso tem medo das altas temperaturas, porque o calor, quente, pode derreter as geleiras. Por isso ela precisa de abnegados, porque a tarefa é árdua – pôr pernas-de-três segurando o paredão da represa. Se ela racha, ninguém segura. Anselmo é Engenheiro. Barth, Mestre de Obras. Não estão investigando. Já sabem o que vale a pena. Tantos quantos exatamente o saibam, igualmente os seguem. Juntos, reforçam todos os dias as vigas da represa.

 

De minha parte, eu lamento. E, quanto a mim, sou como um Ent dos Senhor dos Anéis.

 

Nós, protestantes, perdemos duas oportunidades extraordinárias. Não sei se teremos outra. A primeira, quando nos digladiávamos, Ortodoxos e Pietistas, um a enfiar o dedo no olho do outro, e tentaram nossa pacificação apelando para um Racionalismo, não já o metodologicamente ateu, posterior, mas um primeiro, mediado pelo conceito aristotélico do logos – toda verdade humana, se verdadeira, só pode ser divina, porque a verdade, se verdadeira, é divina. A intenção era de lá pra cá – da verdade divina para a humana, mas ela pressupõe a possibilidade de ser lida daqui pra lá. Se é verdade que a verdade divina é humana, que o Amor divino deve ser assumido como valor humano, também é verdade que uma verdade humana é, conseqüentemente, divina.

 

A “Igreja” percebeu o fogo queimando. A tentativa de solução acabou transbordando, e a massa vazou pela Europa. A “ciência” estava nascendo – um ovo protestante. E a “Igreja” uniu forças contra a “emancipação” da verdade. Ortodoxos e Pietistas, jamais até hoje pacificados, uniram-se contra o Demônio. Fez-se Política, onde se devia ter feito Heurística. A “Teologia” gritou, esperneou, fez birra, escoiceou, e a Europa rachou no meio – “Igreja” versus “emancipação cultural”. Maldição! Podíamos ter mantido a paz. Mas a “Teologia” não queria perder seu domínio. Leia-se – os “teólogos” não quiseram perder seus domínios. Duvido que o queiram ainda hoje.

 

Outra oportunidade foi cria dessa emancipação. A sociedade humanista européia desenvolveu insights, aprofundou teorias, criou tecnologias, estabeleceu pressupostos, fez pesquisa. A Razão sentou no trono de Yahweh. A França, republicana, como um gigantesco monstro pré-histórico, sacudiu seu corpo de paquiderme, e os carrapatos e as bernes “teológicas” foram expulsas. Mas não seus mecanismos. Não suas atitudes. Não seus cacoetes. Não suas idiossincrasias. A “Ciência” nasceu à imagem de Deus – ovo de Parmênides.

 

Não é à toa que o século XIX é o que é: a batalha ali é hercúlea. É a “Igreja” contra a “emancipação humanista”. É a “Razão”, iluminista, contra o “Assombro”, romântico. É o “Espírito”, platônico, contra a “História”, aristotélica. Novamente, nós lá. Podíamos, porque estávamos lá, ainda somos nós, protestantes, a marcar aquele século, seja na “Igreja”, seja na “Ciência”, ter aproveitado essa nova chance. Mas Barth pôs a mesa, e serviu o piquenique na velha toalha de Agostinho, e fez a paz entre Ortodoxos e Pietistas, que, finalmente, venceram.

 

É o que pensam.

 

Não venceram. Perdemos. Todos. Perdeu a “Igreja”. Perdeu a “Ciência”. Perdeu o Ocidente. Talvez, o Planeta. Perdemos cem anos. E cá estamos.

 

Guardo a esperança. Somos pequenos, ainda. Não temos dez anos. Estamos na adolescência. Talvez tenhamos uma terceira chance.

 

© Osvaldo Luiz Ribeiro

– autorizado uso pessoal, desde que com citação da fonte e sem alterações no texto –

– página atualizada em 08/09/2007 23:51:49