O santuário é o santuário do rei

– ensaio de metanarrativa heurístico-metodológica

Osvaldo Luiz Ribeiro

28/06/2007

 

´ámacyâ é o sacerdote do rei. Ele é um sacerdote real. De Israel. Vive no século VIII, há quase três mil anos. Zela, fervorosamente, o zelo da casa do rei. É seu mister, sua vida – o sentido de sua existência. Ali, no santuário do rei, ´ámacyâ oficia. É sua função aplacar eventuais descompensações da divindade. Disso depende o rei. Disso depende o reino. Porque aquele é o santuário do rei, e aquela é a casa do reino.

 

`ämôs é, como diria Johan Huizinga, um estraga-prazer. Sai de seu buraco de nada, e mete-se a falar contra o rei e contra o reino. E isso onde? Ali, diante do santuário do rei.

 

Do alto de sua autoridade, como sacerdote do santuário do rei, ´ámacyâ enxota o “profeta”. Que se vá embora, pra Judá, e que lá se faça profeta. Mas não aqui, porque aqui, miqDaš-melek hû´ ûbêt mamläkâ hû´ (aWh) hk'Þl'm.m; tybeîW aWhê ‘%l,m,’-vD:q.mi yKiÛ): “esse é o santuário do rei, e essa é a casa do reino” (Am 7,13).

 

Amasias está certo. Nisso de dizer que aquele templo é santuário do rei, nisso ele está certo. Naquela época, o templo, seja esse, de Israel, seja aquele, mais ao sul, em Judá, o templo de Yahweh, em Jerusalém, são, ambos, templos do rei. E não apenas pelo fato de terem sido construídos pelo rei, sob as expensas do tesouro real. Também por isso. Mas, para além disso, pelo fato de não constituir centro de peregrinação popular. Que o povo eventualmente vá visitá-lo – afinal ele é o templo do rei – é compreensível, mas não se trata, isso, de uma romaria, de um dever, mas de um privilégio. Afinal, é desde ali que o rei – e essa é sua função – aplaca a ira da divindade, quando a divindade arde em ira. E, sabedores de que a ira da divindade é muito sutil, e tão instável como a luz das velas, susceptíveis, os homens todos – suas mulheres e seus filhos – sabem o quanto é importante o templo do rei e a casa do reino.

 

Para o dia a dia, contudo, o povo serve-se dos altares nas vilas, ou dos altos, mais sofisticados. É que há urgências não necessariamente nacionais, urgências do dia a dia, menores, a que cabe não um ofício no templo do rei, mas rituais menos elaborados – e mais baratos. Para essas ocasiões, o altar da vila, ou o ofício sacerdotal dos altos, é mais do que suficiente. Para as calamidades nacionais, para a guerra, para a fome generalizada, para a peste – o rei sabe o que fazer, e põe a trabalharem as turmas de sacerdotes, que regiamente paga e mantém.

 

Nós outros, os que olhamos desde cá, esse status quo, fazemos nossas leituras sócio-políticas. Eu, por exemplo – e talvez Amós, quem sabe – sabemos que se trata de um jogo de poder, o templo, a divindade, o sacerdócio, a serviço do rei e de sua legitimação político-social, que, a seu tempo, tributa ao templo, à divindade e ao sacerdócio a sua manutenção. Simbiose. Essa leitura é, contudo, sofisticada demais para o povo simples, que, contudo, às vezes vê para além do que é para ser visto, mas, coitado, que se pode fazer?

 

Eventualmente, contudo, levantam-se vozes, como a de Amós – e eu não estou aqui para, necessariamente, defendê-lo. É apenas compreensível que se levantem tais vozes, porque, afinal, carne humana não é carne que se dê a bater, passivamente, em todas as circunstâncias. Há lampejos, entende?, de amor-próprio, de senso de justiça, de indignação, de desprendimento do simples medo do rei. Homens e mulheres de coragem – será? –, que são tomados Deus sabe de que forças, e que vão às portas do templo do rei, e lhe põem o dedo na cara. Quem me vê, assim, tão crítico, a escrever meus libelos de crítica, não sabe o quanto me amedronta o fazê-la.

 

E, contudo, o faço.

 

Mas eram outros, aqueles dias. Dias de espada e de lança, que, Deus me livre, oxalá não voltem. No que diz respeito a esse templo específico, fosse ou não do rei, e a essa casa, fosse ou não fosse do reino, a Assíria vai pôr abaixo, e a humanidade perderá mais um patrimônio mundial. Levas e levas de contingente populacional vão migrar para o sul, ainda em meados do final do século VIII, e outro rei, Ezequias, dono de outro templo, o de Jerusalém, vai herdar uma nação – vai inventar uma nação. Às vezes coisas se nos caem no colo. Judá caiu no colo do rei.

 

O templo de Judá ainda é o templo do rei. Não é templo popular. Talvez esse templo tenha sido – até – menor do que o do vizinho do norte. Acredito cada vez mais na tese, porque, primeiro, é possível que, desde sempre, tenham sido duas nações independentes (é o que a arqueologia moderna tem dito, e ainda está a fundamentar), e, depois, porque Israel, e não Judá, estavam a serviço da Assíria, que patrocinava uma tropa especial de bigas, montada, treinada e equipada em Israel, para o serviço do exército de sua majestade imperial, o rei da Assíria. Israel tem tudo para ter sido uma nação muito mais importante e forte do que seu vizinho do sul – o que explicaria a maneira pejorativa como o sul contou a história do norte, de onde nada de bom vem, como, oitocentos anos depois, ainda se dirá, porque, afinal, a Galiléia é o norte.

 

Se é verdade que Judá consistia, em comparação com Israel, numa pequena nação, ah, herdar as tradições do norte deve ter tido um grande significado. Político, social, religioso. Fala-se de uma reforma religiosa, que Ezequias, o rei, teria providenciado. Fala-se, por outro lado, que tal reforma não passa de uma retroprojeção mais tardia – isto é, que ela nunca teria acontecido nessa época, mas que representaria o artifício encantatório da memória política posterior – de Josias?, de Zorobabel?, de algum desconhecido posterior?, quem?

 

Essa reforma é importante, porque o “monoteísmo” está em crise, e não se tem mais tanta coragem de promovê-lo à custa de Moisés e sua herança egípcia, ainda que haja quem afirme que o “monoteísmo” teria emergido mesmo de Akenaton, idéia que Freud imortalizou em seu Moisés e o Monoteísmo. De todo modo, os historiadores atuais vêem nessa relação uma simples racionalização literária, e não elementos históricos confiáveis.

 

Morto Moisés, e sepultado seu monoteísmo originário, portanto, surgem os profetas como os primeiros candidatos à paternidade. Tem-se nessa relação entre monoteísmo e profetismo um achado, porque, com uma só tacada, o monoteísmo é tanto refundado, quanto legitimado. Os profetas, afinal, são campeões da justiça, da ética, da indignação humano-divina – que melhores pais poderia ter o monoteísmo, zênite da religião? E tanto, que outro dia mesmo, Saramago dizia que, se há um deus, há apenas um deus.

 

Elias é apresentado, então, como um possível genitor. Eu, por enquanto, ainda apostaria numa fraude sacerdotal, por trás desse Elias “javista”, “zeloso”, “matador de profetas de Baal”. Posso estar equivocado, contudo. Seja como for, ainda não me deixei convencer. Não se pode achar, num mesmo texto – dito “profético” – polêmica ao mesmo tempo ética e religiosa. Ou o texto consiste em imprecações anti-polilátricas, ou se trata de um libelo contra a opressão do poder real. Claro que, se o escopo for um determinado livro, encontram-se, lado a lado, perícopes dos dois tipos. Mas, se o foco é fechado nas perícopes, ainda não achei uma só passagem em que, ao mesmo tempo, xinga-se o rei, e mandam-se os idólatras-polilátricos aos infernos. A meu ver, isso indicaria que as duas coisas nunca estiveram unidas, se é que existiram ao mesmo tempo.

 

Se não foram os profetas, então, os inventores do monoteísmo ocidental, Ezequias segue como dono do templo do rei, como sempre fora, e, é provável, como assim será até que os babilônios o ponham abaixo, um século depois. Quando esse templo for posto abaixo, a elite judaíta inteira, do rei ao eunuco, será deportada para a Babilônia. O povo ficará em Judá, espalhado pelas vilas, de modo que não será afetada a religião, pelo menos não do modo como se costuma pensar, quando se trabalha com o pressuposto de que o “templo” era, então, centro da vida religiosa do povo. Não, não era.

 

Tragédia foi, claro, que nenhum povo sente-se tranqüilo, quando um povo outro, inimigo e mais forte, invade-lhe as carnes natais. Mas, se a questão é a religião popular – que, no fundo, é o que conta – a queda do templo não deve ter causado grande crise. Um texto como o do Sl 137, por exemplo, não representa, nem de longe, o sentimento popular – ainda mais se está claro ao leitor que quem o escreve é justamente o deportado.

 

A vida continuou em Judá. Talvez, quem sabe?, mais feliz. Os altos devem ter permanecido de pé, e bastante bem freqüentados. A profecia feminina – aposto muitas fichas nela – deve ter assumido relevância ainda mais significativa. Algum modo de gestão nacional deve ter sido engendrado. E a vida continuou em Judá.

 

Até “que outro valor mais alto se alevanta”. É a Pérsia. Ah, a Pérsia. Eu aposto que é daí que sai o monoteísmo. De algum modo, que ainda precisa ser historicamente configurado, sociologicamente explicado. Jung talvez concordasse com essa heresia – esqueceu-se o nome da divindade, porque, talvez, atrás dele, estivesse Ahura Mazda. Não diria que a Pérsia o modelou em barro, e o entrego a Zorobabel e a Josué, porque, fosse assim, a Babilônia de Ciro e o Egito do mesmo império deveriam ter-se tornado, também, monoteístas. Deve haver um elemento específico em Judá, um acidente histórico-geográfico, que co-determinou a emergência do monoteísmo aí e então. Digamos que aí houvesse um carvão, uma brasa, uma áscua – a Pérsia teria feito soprar sobre ela.

 

Seja como for, é coisa que ainda precisa ser aprofundada, a Pérsia vai devolver a Judá seu rei e seu sacerdote, os Josias e Hilquias de um século antes. Diz-se que o século VI de Judá é um século sacerdotal. Vou achando equivocada e apressada a afirmação – que eu mesmo fiz, orientado por ela. O século ainda é monárquico, e é Zorobabel quem é louvado. O templo a ser construído ainda será o templo do rei, e a casa, uma casa do reino. Josué sentar-se-á ao lado do rei, e, desde os ofícios, no templo, comandará as cerimônias reais, no templo do rei, na casa do reino. Ordens de sua majestade imperial.

 

Alguma coisa deu errado. Zorobabel desaparece da história. Muitas teorias. Aposto em revolução. Aposto que o povo pegou em armas. Aposto que a família real foi eliminada. E aposto que foi por isso que a Pérsia impôs Josué, regente teocrático, ao povo. É a partir daí, então, que a história mudará – radicalmente.

 

Josué é, agora, ao mesmo tempo, sacerdote – sumo sacerdote – e regente. O texto – a meu ver – nitidamente constrangedor e glosado de Zc 6, 9-15 deixa entrever que tudo aconteceu muito rápido. Os mitoplasmas já estavam prontos para a monarquia. Os mitos, redigidos em função dela – aposto no ´ädäm de Gn 1,26-31, que deve “dominar” sobre a “criação”. Não houve tempo para reescrevê-los imediatamente. O poder “sacerdotal” foi imposto, pela Pérsia, mas os textos legitimadores refletiam o projeto monárquico.

 

Eis, que, contudo, agora, assentam-se no trono glúteos sacerdotais. Se a população matou o rei, pagará caro a ousadia. Sempre segundo meu parecer provisório, enumero as providências sacerdotais mais ou menos imediatas, mas levadas a termo até a completa absolutização do poder sacerdotal sobre Judá. Primeiro, a supressão de todo e qualquer outro altar, que não o do templo central. Segundo, a transformação do templo em centro de peregrinação obrigatória, e posto de recolhimento de impostos e dízimos. Terceiro, o dever de cada judeu dirigir-se ao templo, jamais de mãos vazias, três vezes por ano. Quarto, a supressão de qualquer outro templo, que não o de Jerusalém. Quinto, a supressão de qualquer outro culto, que não o de Yahweh, no templo de Jerusalém. Sexto, a supressão de qualquer imagem ritual, inclusive de Yahweh. Sexto, a interdição à intermediação feminina ao sagrado – profecia e sacerdócio femininos. Sétimo, a transferência, para o templo, de todos os aparelhos sacerdotais existentes no tecido religioso de Judá, doravante postos a serviço do sacerdócio jerosolimitano. Oitavo, supressão da profecia.

 

Em todas essas providências, vejo um único objetivo – suprimir toda e qualquer concorrência. A divindade – primeiro, ´élöhîm (Yahweh esteve sob alça de mira), depois, Yahweh-´élöhîm, e, finalmente, Yahweh – permanece como fator de legitimação funcional do poder, nos moldes da monarquia. Mas não se cogita mais da concorrência, como quando o rei, por exemplo, administrava o ciúme da profecia cúltica e do sacerdócio reais em favor da governabilidade monárquico-teocrática. No poder sacerdotal inaugurado por Josué, sob a autoridade da Pérsia, há apenas um centro de poder, há apenas uma intermediação com o Poder. Tudo quanto se levante contra esse centro e esse (p)(P)oder deve ser combatido e eliminado. Nada diferente – e eu diria, nada não coincidentemente diferente do que Marcel Detienne vê nA República de Platão. Lá tal cá, cá tal lá.

 

É nesse ponto – segundo esse projeto (conforme eu o reconstruo – será se acerto?) que o templo deixa de ser santuário do rei, e passa a ser santuário nacional, destino obrigatório de todo judeu, que cantará as ameaças veladas do Sl 127, quando se dirigir para lá, ele e sua família, como José e Maria, é o que se conta, séculos mais tarde, levando os passarinhos da pureza, que Maria contaminara o menino com seu sangue de mulher imunda, sangue imundo das partes imundas da mulher.

 

O templo, agora, é templo do povo. Podia pôr um ponto de exclamação aí, e deixar transbordar toda a minha ironia. Mas não ponho, porque o processo é tão eficientemente planejado, executado e controlado, que, de fato, o efeito, a longo prazo, é esse mesmo: o povo tenderá a assumir com o seu o santuário, ainda que alguns dentre eles teimarão em não ter da visão de sua fachada nada mais que um símbolo de opressão, sobre cujo pináculo espia o diabo seu patrimônio, segundo parecer de Mateus e de Paulo, segundo quem “o mundo jaz no maligno”.

 

Não é com a monarquia que o templo se torna instrumento sofisticado de controle da consciência. Na monarquia, o templo é instrumento demagógico, sim, mas as articulações entre o poder e a religião são muito delicadas, sofisticadas, mesmo. O instrumento é tão perigoso que sempre se corre o risco de vê-lo ser usado contra o próprio rei, que se serve dele. Um sacerdote a serviço do rei pode, eventualmente, pôr-se contra o rei, como parece ter sido o caso dos sacerdotes de Marduque, que entregam Babilônia a Ciro, que vem em nome de Marduque, logicamente. Se é Ciro quem é trazido, agora, pela mão de Yahweh (Is 45,1-7), não se deve estar muito longe dessa condição.

 

O sacerdote sabe disso, e quando toma o poder, há de se livrar do perigo. Torna-se um déspota teocrático, tomando para si todas as atribuições do aparelho religioso tradicional. Sob a monarquia, cabia ao sacerdócio o rito, e à profecia cúltica, o oráculo. Sob a hierocracia jerosolimitana, agora, até o oráculo cabe ao sacerdote: Kî mal´ak yhwh-cübä´ôt hû´ - “porque ele é o mensageiro de Yahweh” (Ml 2,7).

 

O templo torna-se não apenas o axis mundi, posto que sempre o fora “centro do mundo”. O templo, agora, é o lugar onde está a divindade – lugar único: mäkôn. Esse conceito de lugar único do único Deus permanecerá em voga, e ainda se ouvirá falar dele nos Evangelhos, quero crer, questionando-o.

 

Não o suficiente, contudo, para que a religião que se levantará, após ele, não se encante dele, e faça dele, do templo, instrumento de poder e controle – como até hoje. Não é à toa, eu acho, que o poder eclesiástico cristão, desde o início, fez-se sacerdócio. Mesmo na Reforma, mesmo hoje, há verdadeiro frisson pelo sacerdócio. E o sacerdócio nos moldes de Josué, hierocrático.

 

Não é à toa que todos os elementos inventados pela hierocracia de Judá tenham sido cuidadosamente preservados na eclesiologia cristã – e mesmo nos ditos governos congregacionais evangélicos, onde o síndrome do templo e do sacerdote costumam aparecer, assustando as consciências fracas, hipnotizando incautos, para deleite e delícia dos amantes do poder e dos místicos ingênuos.

 

Amarrada, amordaçada e assustada, no Santo dos Santos, sufocado da fumaça do incensório, a divindade assiste a tudo, aturdida, e nada faz, talvez porque nada possa fazer – passividade que é tomada pela situação como ação positiva da divindade em favor do sistema. Boneco de ventríloquo, e ventríloquo do boneco, fala e é forçada a falar, e fala, sempre, o que seu mestre mandar. Quer dizer, nem sempre, porque assim como o poder pode enfiar a mão e abrir a boca do boneco, também a oposição o faz – e a Teologia da Libertação tenta exatamente fazer isso.

 

Ah, que força tem essa estrutura – a força de todos os deuses, juntos, num só. A força de todos os mitos, juntos, num só. A força de todos os homens, juntos, num só. A força da consciência convertida, presa e alienada. Não há mais peregrinações para o templo: vive-se, agora, dentro dele, porque tudo, agora, resume-se a ele. Não há vida fora dele. Não há mundo fora dele. Não há Deus, fora dele.

 

É uma pena. Quando o primeiro homem intui o primeiro Deus, estava sob as estrelas. O que ele não sabia é que esse poder inimaginável poderia ser catalisado, comprimido, articulado, e instrumentalizado em palavras, ritos e lugares. Fora das quatro paredes do santuário, esse Poder-sob-as-estrelas é forte demais para ser usado, incontrolável demais, para ser canalizado, livre demais, para ser manipulado. É preciso querer deixar que ele corra de sol em sol, de lua em lua, de planta em planta, para concluir-se que prendê-lo no santuário não é apenas uma questão de cuidado e medo – é, sobretudo, um projeto político.

 

Bom seria se pudéssemos viver sem templos, e ter um Deus sem títulos de pertinência – nada de rei, nada de senhor, nada de poderoso. Bastariam as estrelas. E bastaria um amigo.

 

© Osvaldo Luiz Ribeiro

– autorizado uso pessoal, desde que com citação da fonte e sem alterações no texto –

– página atualizada em 01/09/2007 00:02:40